segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Apesar dessa eterna sensação de atraso na vida me consumindo, pude perceber que dei alguns passos importantes nos últimos dias. Não estou certa se tem algo a ver com a decisão de sair da psicóloga. O fato é que o desespero, no qual eu mergulhava toda quinta-feira, nunca mais deu as caras. Agora, rola uma melancolia, mas nada que se compare.

Com o fim do semestre e as aprovações nas matérias, eu tive um alívio tão grande que me permiti ir a várias festas numa mesma semana. Só que não fui, porque adoeci e estou custando a melhorar. O motivo do organismo pouco resistente: trabalho. Estava decidida a arrumar algo qualquer nessa época do ano, acabei nem precisando procurar. Uma amiga me chamou para a área de recreação infantil do shopping que precisava de gente e eu fui. Nos primeiros dias foi tudo uma maravilha, mas depois descobri que tenho uma vaca pra chamar de chefe... haha. Me senti tão normal falando mal do trabalho com os colegas. 

Enfim, o resultado do fim de semestre e início de trabalho foi 48kg. Roupas frouxas e eu me estranhando. Odiando o meu corpo no espelho, por me enxergar ainda gorda, e odiando o que via nas fotos por me ver absurdamente magra. Já perdi a conta dos conhecidos que me chamaram a atenção. Mesmo assim, nenhum esforço estava sendo feito, percebi que foi tudo resultado de um processo lento e eque eu pensava ser imperceptível. Nada foi alterando meu humor negativamente e eu fui esquecendo de tomar os remédios, até abandonar. Eu... que sempre julguei como estúpidas as pessoas que faziam isso com os antidepressivos, porque né, sabem que estão realizando um tratamento. Dei uma crise no trabalho, toda vez que me perguntavam se eu estava bem, ficava pior. Pedi para ser liberada mais cedo e precisei que minha mãe me buscasse na rua, porque eu só conseguia chorar e tremer. Muito legal ser exposta dessa maneira, tudo por ser burra. 

Algumas pessoas estão entrando na minha vida agora, tenho quase certeza de que ficarão brevemente, mesmo assim, só penso em esconder essa parte de mim. Essa parte que se apavora com tudo e realmente precisa de remédios para ficar bem. Ando me preocupando mais com isso do que com a ana. Não quero parecer estar bem, só não quero que meu estrago seja evidente. Meu estado poderia só não interessar a ninguém.

3 comentários:

  1. Eu comento em alguns blogs, mas eu não sou muito pessoal nos comentários e nem consegui criar muito afeto com pessoas em especifico, mas eu deletei meu blog por um tempo e sabe... eu senti sua falta, de verdade, eu ficava lembrando das suas postagens e ficava imaginando como você estaria agora... resolvi voltar com o blog, então... agora vou comentar sobre sua ultima postagem e ler as que não li enquanto estava ausente.
    Apesar de você ter notado as coisas negativas que lhe aconteceram é bacana que reparou também nas suas vitorias. Eu também já trabalhei com crianças, fui monitora em um salão de festas, gostava do trabalho mas não gostava da minha patroa. Não se desespere em deixar claro o seu desespero para os outros, o importante é você estar bem de verdade. De um paço de cada vez, faça apenas o que você vai dar conta de fazer agora.
    Fique bem, beijos!

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  2. Olá
    Adorei teu blog, seguindo :)
    Sei que não te conheço e que só li este post mas se me der licença vou dar um pitaco... Sei que vc esta satisfeita por ter abandonado a psicóloga, mas vc descreveu que ficava em desespero toda a quinta-feira - não quero colocar caraminholas por aqui - mas reflete um pouquinho, seria este desespero uma negação de encarar determinadas coisas durante tua terapia? Muitas vezes é necessário! Bom, cada um ao seu tempo.
    Cuida com isso as crises, mas acima de tudo aprenda com elas e reflita para ver o que elas estão querendo te dizer.
    Muita força
    E que 2014 seja ótimo
    Bjokonas
    :**

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  3. Ola, vejo que assim como eu você também sumiu, espero que esteja passando para ver os comentários, pois fiquei com muita vontade de me comunicar mais com você.
    Olha, esse ano esta sendo muito surpreendente, tenho me testado de diferentes formas e ate sai da minha zona de conforto da dor, mas é claro, eu sempre acabo fazendo uma coisinha para senti-la, mas não é nada muito extremo.
    Tenho estado mais perceptível as coisas que estão aqui dentro e eu tenho buscado uma forma de viver melhor aqui fora tendo paz interior.
    Me desculpe HAUHAUH Eu acabei empolgando...
    Eu adoraria ter contado contigo fora daqui, como faço?
    Beijos, espero que esteja bem ;*

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